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Tela da B3 com cotações de ações em alta

Ibovespa supera 130 mil pontos impulsionado por commodities e expectativa de corte de juros

Por Carlos Arnt Ramos · · 4 min de leitura

O Ibovespa fechou na sexta-feira em 130.842 pontos, alta de 1,8% no dia e acumulando valorização de 12,4% no mês. O índice renova máximas históricas e surpreende analistas que projetavam consolidação no curto prazo.

O que está impulsionando a bolsa

Commodities em alta

Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) — as duas maiores posições do índice — dispararam mais de 5% na semana. O minério de ferro voltou ao patamar de US$ 130/tonelada com a retomada da demanda chinesa, enquanto o petróleo tipo Brent se mantém acima de US$ 85/barril.

Expectativa de corte da Selic

O mercado precifica queda de 0,5 pp na Selic já na reunião do Copom de junho, o que tende a beneficiar empresas de crescimento (small caps e tech) e tornar a renda variável mais atraente em relação à renda fixa.

Fluxo estrangeiro

O saldo de capital estrangeiro na B3 acumula entrada líquida de R$ 8,2 bilhões em maio, revertendo a tendência de saída dos últimos trimestres.

Setores em destaque

SetorVariação (mês)
Mineração+18,2%
Petróleo & Gás+14,7%
Bancos+9,3%
Varejo+7,1%
Utilities+4,8%

Oportunidade ou armadilha?

Com o índice nas máximas, a pergunta que todo investidor faz é: ainda vale comprar?

Analisando o P/L do Ibovespa (relação preço/lucro), o mercado brasileiro ainda negocia abaixo da média histórica de 12x, o que sugere que há espaço para valorização adicional caso o ambiente macro doméstico continue melhorando.

Contudo, cautela é recomendável. Diversificação entre setores e posições em hedge cambial seguem sendo estratégias relevantes para proteger patrimônio em eventuais correções.

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