O Ibovespa fechou na sexta-feira em 130.842 pontos, alta de 1,8% no dia e acumulando valorização de 12,4% no mês. O índice renova máximas históricas e surpreende analistas que projetavam consolidação no curto prazo.
O que está impulsionando a bolsa
Commodities em alta
Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) — as duas maiores posições do índice — dispararam mais de 5% na semana. O minério de ferro voltou ao patamar de US$ 130/tonelada com a retomada da demanda chinesa, enquanto o petróleo tipo Brent se mantém acima de US$ 85/barril.
Expectativa de corte da Selic
O mercado precifica queda de 0,5 pp na Selic já na reunião do Copom de junho, o que tende a beneficiar empresas de crescimento (small caps e tech) e tornar a renda variável mais atraente em relação à renda fixa.
Fluxo estrangeiro
O saldo de capital estrangeiro na B3 acumula entrada líquida de R$ 8,2 bilhões em maio, revertendo a tendência de saída dos últimos trimestres.
Setores em destaque
| Setor | Variação (mês) |
|---|---|
| Mineração | +18,2% |
| Petróleo & Gás | +14,7% |
| Bancos | +9,3% |
| Varejo | +7,1% |
| Utilities | +4,8% |
Oportunidade ou armadilha?
Com o índice nas máximas, a pergunta que todo investidor faz é: ainda vale comprar?
Analisando o P/L do Ibovespa (relação preço/lucro), o mercado brasileiro ainda negocia abaixo da média histórica de 12x, o que sugere que há espaço para valorização adicional caso o ambiente macro doméstico continue melhorando.
Contudo, cautela é recomendável. Diversificação entre setores e posições em hedge cambial seguem sendo estratégias relevantes para proteger patrimônio em eventuais correções.